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Nov

Férias numa aldeia «a sério»

Quando se está de férias aprendemos mais sobre a região escolhida quando nos inserimos no ambiente da zona «a sério». Na unidade de turismo em espaço rural da Aldeia do Lago «vive-se» na aldeia da Amieira e faz-se parte do seu dia-a-dia. Uma estrutura turística única com casas tradicionais restauradas espalhadas por uma aldeia típica do Alentejo.

Maria Luísa Paiva dos Santos é a proprietária da Aldeia do Lago. Ali bem perto, possui também o hotel Rural Horta da Moura. Deste, que já estava em desenvolvimento, ao idealizar da aldeia foi um passo: as pequenas casas abandonadas estavam à venda, num país em franca de desertificação do interior. Comprou-as e restaurou-as respeitando toda a traça original alentejana. Hoje os turistas, nacionais e estrangeiros, procuram estas casinhas únicas de encanto e ali vivem durante um fim-de-semana, uma semana, o tempo que desejarem, certo de que fazem parte de uma comunidade alentejana, também ela beneficiária desta nova vida.

Localizada a 100 metros do Lago do Alqueva, todas as unidades têm paredes caiadas de branco, vigas em madeira expostas e mobiliário adequado, incluindo os tapetes de Arraiolos. Ali, todos os pormenores são de respeito pela região, incluindo os materiais. E basta passar a mão pelas paredes para sentir o rugosos de anos e anos da tradicional caiação.

A Marina de Amieira fica a cerca de três quilómetros. Reguengos de Monsaraz a 20 minutos de carro. O Castelo de Portel fica a 20 quilómetros e Beja a 60.

Os turistas saem de casa e passeiam. Os habitantes estão nas mercearias, nos cafés, nos pontos habituais de vida. E as férias são de vida real, porque as conversas nascem naturalmente.

Depois, há a parte lúdica para os que procuram também a diversão e o repouso. «O Alqueva, aqui tão perto, tem vários tipos de desportos aquáticos, como canoagem, vela e passeios de barco. Mas há possibilidade de pesca, caminhadas, passeios de bicicleta, além, naturalmente de visitas a locais de produtos tradicionais portugueses como vinhos e enchidos», explica Luísa Paiva dos Santos.

As cinco casas têm diferentes tipologias T0, T1 e T2, e estão totalmente equipadas, incluindo com aquecimento, ar condicionado, televisão com canais estrangeiros, telefone, internet wireless gratuita e artigos de higiene pessoal.

O pequeno-almoço é apresentado em cestos cuidadosamente feitos com todos os produtos da região e, depois, para o quer mais se queira, há a aldeia e os seus restaurantes, mercearias, cafés, padaria, melaria…

Cláudia Santos, responsável pela Aldeia do Lago, explicou os nomes das casas espalhadas pela Amieira: «A Casa do Chafariz é a mais pequena e é assim chamada por se encontrar na rua com o mesmo nome. Aliás, o mesmo sucede com a Casa das Oliveiras, na rua das Oliveiras». Já a Casa da Chaminé tem este nome porque houve a preocupação de preservar a traça original da chaminé da habitação. A Casa do Degebe «homenageia» o rio afluente do Guadiana e a Casa Grande (um T2) fica na Rua das Casas Grandes.

De salientar que a ocupação da Aldeia do Lago é maioritariamente de portugueses, mas há muitos estrangeiros com reservas efectuadas online.

Uma coisa é certa: na Aldeia do Lago a experiência é única já que, seja porquanto tempo for, há sempre a sensação de se viver (n)uma aldeia e de dela fazer parte. De se ser aldeão alentejano no café, na rua, nas compras. De se viver o Alentejo. Com diversão à mistura, naturalmente, porque férias são férias…

Fonte: SexoForte

15-11-2014

Por Aldeia do Lago|Novidades|0 comment

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